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Cerca de 160 mil alunos abandonaram a escola em 2015 no centro do país

Cerca de 160 mil alunos abandonaram a escola em 2015, na província da Zambézia, no centro de Moçambique, por viverem em situação de pobreza, refere um estudo feito por entidades estatais e das Nações Unidas.

Os encarregados de educação enfrentavam sérios problemas socioeconómicos e não tinham capacidade para prover recursos materiais para que as crianças estudassem, de acordo com a pesquisa citada hoje pelo jornal Notícias.

 

As calamidades naturais que abalaram a província em 2015 foram apontadas também como outra das principais causas da desistência massiva registada em 2015.

 

A ausência de professores está também entre as razões destacadas para o abandono escolar.

 

A representante da UNICEF em Quelimane, Andreia Rosse, considera que os professores são fundamentais para incentivar as crianças a ir às aulas.

 

Aquela responsável entende ainda que os conflitos militares são uma outra causa a ter em conta, lembrando que a Zambézia foi palco de confrontos entre as Forças de Defesa e Segurança e o braço armado da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido de oposição.

 

O estudo envolveu o Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) e a Universidade Pedagógica de Moçambique.

 

29 Setembro 2017
Lusa

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