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Reitor da Universidade Politécnica mobiliza estudantes para combate ao plágio

O reitor da Universidade Politécnica, a mais antiga entre as privadas em Moçambique, mobilizou os estudantes para combaterem o plágio, considerando que destrói os alicerces da qualidade académica.

"Se permitirmos que as fraudes e os plágios aconteçam, estaremos a destruir os alicerces necessários para uma educação de qualidade", declarou Narciso Matos, num discurso ontem divulgado.

Narciso Matos lançou o desafio aos estudantes quando falava na quarta-feira, em Maputo, durante a cerimónia de abertura oficial do ano lectivo da Escola Superior de Gestão, Ciências e Tecnologias (ESGCT), uma unidade orgânica da Universidade Politécnica.

A Universidade Politécnica, prosseguiu, deve assumir-se como um exemplo de intolerância à fraude, o que impõe a mobilização de toda a comunidade académica.

"Estamos convencidos de que a única forma de os estudantes terem uma formação sólida é aprenderem por eles próprios, por isso, devem ser exemplares no combate à fraude e ao plágio", afirmou Narciso Matos.

A Universidade Politécnica foi fundada em 2007, tornando-se a primeira instituição privada do ensino superior a entrar em funcionamento no país, que contava apenas com estabelecimentos de ensino superior do sector público desde a independência, em 1975.

O Instituto de Estudos Sociais e Económicos (IESE) de Moçambique publicou em 2015 um estudo sobre 150 teses de licenciatura e mestrado de cinco universidades do país que detectou plágio significativo em 75% dos trabalhos e plágio muito grave em 39%.

 

23 Março 2018

Fonte: Agência Lusa

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