título

SV: Faculdade de Educação e Desporto da Uni-CV quer professores a promover uma educação em interculturalidade

Esta ideia foi hoje lançada pela coordenadora da disciplina de Educação e Interculturalidade da Faculdade de Educação e Desporto, Rosa Santiago.

A Faculdade de Educação e Desporto da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) quer contribuir para que sociedade cabo-verdiana seja “cada vez mais tolerante e integradora” das diferenças culturais dos que escolhem o país como destino de acolhimento.

 

Esta ideia foi hoje lançada pela coordenadora da disciplina de Educação e Interculturalidade da Faculdade de Educação e Desporto, Rosa Santiago, na abertura, na manhã de hoje, da primeira semana de interculturalidade da faculdade, que homenageia o continente africano.

 

O fórum de dois dias, segundo a mesma fonte, tem como tema principal “Unindo culturas, construindo a paz” e é destinado a alunos, professores e convidados para o debate de tópicos que, esperam os promotores, venham convergir para uma “visão integradora” das diferenças culturais refletidas na sociedade cabo-verdiana e que chegam ao ambiente das salas de aula.

 

Ademais, salientou, num ambiente de formação de futuros educadores, estes devem ter também esta missão de promover uma educação em interculturalidade, capaz de fomentar “um diálogo, uma interação e o respeito” entre as pessoas de diferentes culturas.

 

Tudo isso porque, assinalou, Cabo Verde também se transforma cada vez mais um país “bastante multicultural”, e esta realidade reflete-se na sala de aula, e traz um “desafio acrescido” à gestão das relações interpessoais na sala de aula.

 

Segundo Rosa Santiago, um dos “grandes objetivos” deste projeto é fomentar nas pessoas “uma outra atitude de respeito” pelas outras culturas e pelo diferente, no sentido em que, precisou, “não existem culturas superiores nem culturas inferiores, mas diferentes” e todas elas “merecem o respeito”.

 

“A questão da identidade é fundamental porque estamos a viver num mundo em que as pessoas são simultaneamente locais e globais e não podemos perder as nossas referencias, a nossa identidade, as nossas raízes”, acrescentou, ainda que “sejamos um pouco cidadãos do mundo”.

 

“Mas antes de sermos cidadãos do mundo somos cidadãos de um determinado país, de uma cultura, de uma Nação, estamos a querer entender aquilo que é nosso, valorizá-lo”, sublinhou, mas também “conhecer o outro e ver como é que nós podemos nos enriquecer com esta diversidade”.

 

Segundo Rosa Santiago, o multuculturalismo é “potencialmente algo muito rico” se for “bem aproveitado, não para conflitos, mas para multiplicar essa riqueza no convívio entre as pessoas”.

 

“Ou seja, conhecendo-nos melhor poderemos valorizar o outro”, concluiu.

 

SAPO c/ Inforpress

 

30 de maio de 2018

Partilhe: Facebook Twitter
>